Relacionamento e minha conversão – Parte 05

A meta dessas experiências é que sejamos um só no amor, que alcancemos a fonte do amor que jorra em nós e ninguém pode nos tirar.

Esse amor é mais do que sentimento, é uma qualidade do ser, conforme lemos na primeira carta de João
“Deus é amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele” (1 Jo: 4,16).
Este é o amor puro, denominado ágape, poucas vezes experimentado pelo ser humano.

Tenho um amigo – Rubinho – que fez operação de transplante de fígado com sucesso absoluto e recuperou-se rapidamente.

A odisseia de conseguir um fígado em condições de transplante foram inimagináveis, mas tudo foi ultrapassado.

No hospital aguardando a chegada do médico que iria opera-lo, Rubinho desconhecia os obstáculos que antecederam o transplante.

Rubinho é um homem de fé inabalável. Durante o período de espera, na fila de espera pelo doador, sentindo- se já sem forças, teve um sonho em sua casa, durante a noite. Acordou a mulher e disse:
“Vou ficar curado. Vi Jesus entregando-me o seu fígado em troca do meu.”
Esse sonho ele contou para várias pessoas que participavam com ele do grupo de oração que mantemos todas as quartas-feiras, na Comunidade Emanuel. Bem antes de seu transplante.

Depois do sucesso de sua operação, e em plena convalescência, relatou-me uma experiencia extraordinária.
Andando de bicicleta na praia de Copacabana, meses depois da operação, de repente sentiu um amor tão grande enchendo seu coração com tamanha alegria que começou a chorar.
Pedalava e chorava. As lagrimas corriam soltas pelo rosto quase o impedindo de pedalar.

Não era um amor por alguém, mas por tudo que o rodeava – a manhã maravilhosa, o sol que lhe aquecia o corpo, a brisa que lhe refrescava o rosto, a praia, o mar – a vida. Nesse momento sentiu a sensação de ser um com Deus, ele era o próprio amor. Era mais do que um sentimento, era um espaço no qual vivia. Compreendeu a vida como uma dádiva imerecida e chorava por gratidão.

Nunca mais experimentou tal sentimento, mas essa única vez valeu toda a sua vida.

Recomendo a leitura do livro de Dom Cipriano:
Terço da vitória pelo poder do Sangue de Jesus” e “Vitória pela Palavra

No primeiro o autor mostra a paixão de Cristo, sua crucifixão, e nos explica porque o Sangue de Jesus tem poder e como podemos usar esse poder para nos proteger do maligno.

No segundo explica que nossa palavra tem poder, pois é gerada em nosso coração antes de ser pronunciada, é gerada no local onde habita o espírito santo.
Nosso coração é moradia do espirito santo. Logo, o que pronunciamos tem força divina e tem efeito, para o bem e para o mau.
Portanto, cuide-se em só pronunciar coisas que sejam benéficas.

De todas essas lições aprendi que a vida é muito curta para que a desperdicemos com raiva ou ódio de alguém que nos fez mau.

Aproveitemos o momento presente, pois como dizia o frei Antônio das Chagas, no séc. 17

“Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuida, enquanto é tempo, em vossa conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta
Chorarão, como eu, o não ter tempo…

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