Papel das Mulheres na Bíblia – Parte 03

GENEALOGIA DE JESUS

Mateus menciona quatro mulheres em seu Evangelho com as seguintes características:
– Não são judias;
– Têm um passado impuro;
A inclusão dessas mulheres na genealogia de Jesus demonstra que:
-Jesus não é apenas o Rei dos judeus e o Messias de Israel, originário de uma longa linha de Reis judeus. Ele é o Salvador de todos os povos da terra, judeus e gentios, homens e mulheres.
-Não é a pureza de nosso background que importa, mas a pureza de nossos corações e nosso desejo em seguir o Senhor;
-Essas mulheres nos mostram o grande poder da misericórdia de Deus e Sua capacidade em nos perdoar total e completamente;
-Deus lembra o que somos, e no que nos tornamos, não de onde viemos;
-Essas mulheres escolheram Israel como sua nação, e o Deus de Israel como seu Deus.
Eram todas mulheres independentes de grande coragem, firmes contra as crenças, práticas e tradições vigentes em sua sociedade. Não tinham medo de lutar pelo que era certo, desafiando o que predominava em seu ambiente, arriscando tudo em que acreditavam por Deus e Israel. Esse comportamento se assemelha ao de Jesus e a de outros servos de Deus.
Vejamos a história dessas três mulheres

TAMAR

Encontramos Tamar e Judá no meio da história de José. Judá era irmão de José que foi vendido ao Egito por seus irmãos, e Judá escolheu deixar seus irmãos e permanecer entre os cananitas, talvez por não suportar o sofrimento de seu pai pela perda de José e viver sob o peso do terrível segredo do que ele e seus irmão tinham feito.

Judá foi para a cidade de Adullam, onde conheceu Shua com quem casou-se. Teve três filhos – Er, Onan e Shelah.
Quando Er cresceu Judá arranjou uma esposa para ele, uma cananita chamada TAMAR. Er morreu, porque “fez mal aos olhos do Senhor e o Senhor o condenou a morte”.
O outro filho de Judá, Onan, casou-se com a viúva, como era costume, para restaurar a semente do irmão, mas decidiu não cumprir seu dever com Tamar. Essa falta de responsabilidade foi vista como fraqueza pelo Senhor e ele também morreu.
Aterrorizado com a morte de seus filhos Judá decidiu enviar Tamar para a casa de seu pai enquanto aguardava que o último de seus filhos Shelah crescesse.
É necessário esclarecer que pelos costumes da época os casamentos eram realizados para cimentar os laços tribais, para proteger os fundamentos da sociedade.
A família tinha que investir significativo montante de dinheiro para comprar uma esposa para o filho, o “mohar”. De alguma forma, o retorno desse investimento era representado pelos filhos e filhas gerados na união.
Filhas deveriam, mais tarde, casar e, assim, a família receberia um “mohar” em cada casamento.
Os filhos do sexo masculino permaneciam com a família como força de trabalho e para gerar futuros descendentes.

Esse era o ciclo econômico dos casamentos e nascimentos. Em caso de algum marido morrer sem filhos era lógico (pelo investimento feito e pelo retorno não concretizado) que a viúva cassasse com outro homem da família visando ter filhos com ele. (Dt 25:5-10).

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