O Caminho de Emaús – Parte 05

Os dois caminhantes pressionam aquele estranho a ficar com eles. “Sê nosso convidado”, dizem eles, porque querem ser seus anfitriões.

É isso que significa a verdadeira hospitalidade. Oferecer um lugar seguro onde o estranho se possa tornar amigo.

Havia dois amigos e um estranho. Agora, porém, há três amigos que partilham a mesma mesa.

Mesa é o lugar de intimidade, à volta da mesa descobrimo-nos uns aos outros. É o lugar onde rezamos, onde perguntamos: “como foi o seu dia?” É o lugar de histórias velhas e novas. Mas é também o lugar em que mais dolorosamente se sente o distanciamento entre os convivas.

É o lugar onde os filhos sentem a tensão entre os pais, onde os irmãos manifestam sua ira e seus ciúmes.

À volta da mesa percebemos se há amizade e comunidade, ódio e divisão.

Jesus aceita o convite para entrar em casa de seus companheiros de viagem e senta-se à mesa com eles.

Eles lhe oferecem o lugar de honra. Jesus ocupa o centro e eles sentam-se cada um a seu lado, há amizade, intimidade.

De repente, qualquer coisa nova acontece. Jesus é o convidado, mas mal entra em casa passa a ser o anfitrião.

E como anfitrião, convida-os a entrar em plena comunhão com ele.

Os dois discípulos, que confiaram suficientemente no estranho para o deixarem entrar no seu espaço mais íntimo, são agora conduzidos para a vida íntima do seu anfitrião.

“E QUANDO SE PÔS À MESA, TOMOU O PÃO, PRONUNCIOU A BENÇÃO E, DEPOIS DE O PARTIR, ENTREGOU-LHO.”

Tão simples, tão normal, tão óbvio e, contudo, tão diferente.

Que mais podemos fazer quando partilhamos o pão com nossos amigos? É para isso que o pão serve, para ser tomado abençoado, partido e repartido.

Acontece todos os dias em inúmeras casas, faz parte da essência da vida.

Não podemos viver de verdade sem pão que seja tomado, abençoado, partido e repartido. Sem isso não existe intimidade à mesa, nem comunidade, nem laços de amizade, nem amor, nem esperança.

Com esse pão, porém, tudo pode tornar-se novo! Lembremo-nos do que ele fez, tomou o pão e o cálice e repartiu entre nós dizendo:

“TOMAI E COMEI, ISTO É O MEU CORPO. TOMAI E BEBEI, ISTO É O MEU SANGUE. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”

Fomos apanhados de surpresa? Para dizer a verdade NÃO!

Não ardia nosso coração quando ele nos falava no caminho? Não estávamos já convencidos de que aquele que fora crucificado pelos nossos chefes estava vivo e no meio de nós?

Toda longa história de relação de Deus com os seres humanos é uma história de comunhão cada vez mais profunda.

Não é apenas uma história de uniões, separações e uniões restabelecidas, mas uma história em que Deus procura caminhos sempre novos para entrar em íntima comunhão com os que foram criados à imagem divina.

Você é criatura de Deus, Ele fez o mundo para que você o desfrutasse. Você olha em volta e pode ver as maravilhas da natureza, a beleza das árvores em flor, o cheiro de chuva em terra quente, o beija-flor sugando o néctar das flores.

Será que já agradeceu a Deus pelo dom da sua vida? Pelo simples fato de estar vivendo para usufruir tudo isso? Já parou para pensar que você, criatura de Deus, pode transformar o mundo a seu redor? Use a sua palavra. A sua Palavra tem poder! Basta que você entenda que tudo o que disser vem de seu coração, local de morada do Espírito Santo, membro da Santíssima Trindade. Você tem poder em seu coração e tudo o que diz produz efeitos e, assim, pode mudar o mundo a seu redor. Leia o livro VITÓRIA PELA PALAVRA e aprenda a dizer coisas que causem efeito benéfico em quem as ouvir.

No próximo capítulo vamos continuar na caminhada junto com os dois discípulos de Jesus, desta feita, mostrando como eles reconheceram Jesus depois de repartido o pão e como entram na mais íntima relação com ele.

A Paz de Jesus
Mauro Malta

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