LECTIO DIVINA – Parte 02

Continuação…

Sermão da Montanha; Capítulo 5

Sermão da Missão O Código dos Missionários com as instruções aos Apóstolos para a difusão do Reino; Capítulo 10
Sermão das parábolas do Reino que ilustram a misteriosa natureza do crescimento do Reino de Deus; Capítulo 13
O Sermão comunitário do Reino de Deus, onde o evangelista apresenta os pré-requisitos morais para se pertencer ao Reino;

Capítulo 18

O Sermão escatológico, que prediz consumação do Reino de Deus no fim dos tempos. Capítulo 24-25
Mateus não podia limitar-se a demonstrar aos judeus que Jesus é o verdadeiro Messias predito pelos Profetas, mas mostrar, também, que o reino messiânico oferecido primeiramente à nação judaica tem, segundo os mesmos Profetas, índole universal, católica, esmerando-se em salientar os principais traços de universalidade da mensagem de Jesus.
Procura conciliar o projeto de Jesus com a restauração Messiânica adotada no Antigo Testamento, ou seja, retrata Jesus como aquele que era “esperado”; aquele que se mostra como o reformador e que parece deter o real significado da lei judaica, pois apresentava-se como Filho de Deus, com muito mais poder de interpretar o real desejo do Pai para o povo escolhido do que os fariseus e escribas.

“Não vim para mudar a lei, mas cumpri-la”,disse Jesus, cumpri-la de acordo com os reais desejos de seu Pai e não pela manipulação de um grupo de autoridades judaicas que introduziram interpretações absurdas, afirmando que sabiam o que Deus desejava que o homem fizesse.

A questão do apedrejamento da adúltera, o descanso do Sábado, as mais de 600 regras para purificação do homem são alguns dos preceitos do antigo Testamento que foram reinterpretados por Jesus à luz do poder do AMOR.

Em suma, vigia uma estrutura de rígidas regras religiosas que representavam na verdade uma lei da morte, em contraste com o Evangelho pregado por Jesus que pregava a lei da vida.

Como exemplo, vemos Seu comportamento diante do apedrejamento da adúltera. Pela lei imposta pelos fariseus o simples fato de ser mulher implicava em agravamento da pena. O homem adúltero não era punido com a morte. Por outro lado, a mulher era considerada em eterno estado de impureza, motivo pelo qual, até hoje, os rabinos recusam cumprimentar uma mulher estendendo a mão.

Jesus, por outro lado, enxergava a mulher como um ser humano, motivo suficiente para trata-la com a dignidade que merecia.

Jesus tocou nos leprosos, comia sem lavar as mãos, tudo o que levava alguém a ser considerado “impuro” pelas leis farisaicas, fatos que escandalizava os fariseus, .

Estima-se que o segundo evangelho – MARCOS – foi escrito cerca de 65-70 anos depois da morte de Cristo.

Roma era a grande potência mundial e as comunidades cristãs já se haviam espalhado pelo continente europeu e por algumas regiões da Asia.

Na Palestina o ambiente judaico era dominado por 4 grupos:

Fariseus; Saduceus, Zelotes e Essênios.

A visão partilhada por esses 4 grupos era a de um MESSIAS que viria proporcionar a grande modificação histórica, libertando-os da dominação romana, e o surgimento desse Messias seria fruto da ação divina.

As contradições entre esses grupos gerou grande insegurança, marcada por revoltas patrocinadas pelos zelotes.

A desarticulação política entre autoridades judaicas e romanas que gerou a “Guerra Judaica” contra os romanos nos anos 66-73; o enfraquecimento de alguma sinagogas causado pelo movimento dos primeiros cristãos, culminando com a destruição de Jerusalém por Tito, no ano 70, determinou a diáspora judaica, espalhando-se a comunidades cristãs primitivas por várias partes dos países vizinhos a Palestina.

Assustados e confusos pela visão diferenciada de Jesus Cristo, marcada pelo sentido místico de sua morte e ressurreição, a primeira comunidade cristã, no Norte da Palestina, na atual região da Síria, começou a trabalhar pela recuperação da imagem de Jesus humano, cristalizado no evangelho de Marcos, muito influenciado pela cultura grega e cujo objetivo era responder a pergunta: QUEM É JESUS?

Por isso, nesse evangelho não se encontram respostas prontas, mas fatos que conduzem o leitor a chegar a respostas por conta própria.

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