Felicidade – Parte 03

Vimos que a felicidade é ao mesmo tempo algo simples porém complexo. Simples porque qualquer um pode ser feliz, desde que compreenda o mecanismo da felicidade. Complexo porque exige de nós uma mudança comportamental, deixar de querer ser feliz a qualquer custo, para despertar paro o ócio produtivo.

Vejamos agora como aprender a ser mais feliz e alegre.

A pressa é inimiga da alegria. Quem quiser aprender a ficar alegre precisa exercitar-se na arte de viver o momento presente.

Seus desejos são infintos e ficar correndo atrás de tudo o que é diversão para satisfazer. Seus anseios nunca o preencherá. Ficará sempre uma sensação de vazio que você não consegue saciar, porque ao satisfazer o primeiro desejo, um outro mais importante se impões e você corre para satisfazê-lo fazendo com que o círculo jamais se feche.

Precisamos do silêncio para entrar em contato com a felicidade que repousa no fundo do nosso coração. Não poderemos senti-la se estivermos sempre em movimento.

A felicidade é como um lago. Só quando fica tranquilo pode refletir a beleza do mundo que o cerca.
Precisamos ficar quietos para que a beleza que nos cerca possa espelhar-se em nós. Este é o momento em que sentiremos a alegria que está dentro de nós.

Esse espaço de silêncio e liberdade já existe dentro de nós. Não precisamos criá-lo. Ele não foi afetado por nossos erros e fraquezas. Aí podemos descansar, porque o próprio Deus mora nesse espaço.

A luz e a escuridão, a alegria e a dor fazem parte de nossa vida. É necessário aceitar esse antagonismo e conciliar-se com ele, para chegar a uma avaliação correta da vida e criar as condições para a felicidade.

A alegria deve fazer parte da vida do cristão, assim como São Francisco de Assis cantava louvores ao Senhor mesmo nas tribulações, nós também devemos imitá-lo, tornando-nos exemplos vivos de alegria e paz. Como disse nosso Papa Francisco.

Da crise nasce também a força. A crise quebra as máscaras externas, mas também as tendências de garantia interna.

Desse modo você entra em contato com seu espaço interior, que é a morada de Deus dentro de você.

A crise nos Estados Unidos da América forçou a mudança no comportamento das pessoas. Agora as famílias estão deixando de comprar coisas só por comprar. Fazem listas de prioridades. Passam mais tempo juntas, brincando e conversando em casa em vez de sair para jantar fora.

Em suma, a crise veio unir mais as famílias, fez com que redescobrissem o espaço interior que existe em cada membro do clã familiar.

Não adianta ficar se comparando com os outros. Agradeça a Deus o que ele lhe deu e o que continua lhe oferecendo a cada momento. Em vez de olhar para os outros.

Procure enxergar a sua própria situação. Permaneça em si mesmo, esteja simplesmente presente.

É esta a condição necessária para encontrar sossego: estar em harmonia consigo próprio aproveitando em paz o momento presente.

Muitos querem possuir a felicidade como se tivessem direito a ela, esquecendo-se de que a felicidade só pode ser recebida como um presente.

Precisamos do humor para aceitar a vida como ela se nos oferece – caótica e imprevisível.

Viver é sempre um risco. Aquele que nunca se decide, que procura sempre ter garantias, verá a vida passar diante dele e sua alma definhar no marasmo.

Não dificulte a sua vida levando a sério demais aquilo que não lhe agrada em você mesmo e que o irrita nos outros. Procure ver o que há por trás das coisas.

Esta é a chave da felicidade: amar a si mesmo em sua própria limitação e amar também os outros com suas limitações.

Você fica feliz quando consegue realizar algo. Mas a felicidade está dentro de você. Não precisa alcançá-la pelo sucesso exterior. Viver em harmonia consigo mesmo é isso que torna a pessoa feliz. Quando você dá reconhecimento a si próprio não precisa correr atrás do reconhecimento dos outros.

Não será tão importante saber o que os outros dizem a seu respeito.

É responsabilidade sua fazer com que o dia não seja um dia de aborrecimentos. Será um dia feliz se você souber reagir com alegria interior, e não com irritação e depressão, às coisas que o afetam. Entender que não posso ter tudo o que desejo. Temos que ter consciência de nossas limitações.

Você é responsável pela vida que tem. Se ficar aborrecido, irritado, vai transmitir às pessoas a seu redor essa sua irritação. Ao contrário, se permanecer alegre vai espalhar alegria por onde anda. Não esqueça de louvar a Deus, mesmo nos momentos de tribulação. Muitas vezes Deus fala conosco em nossas aflições, transformando-as em bençãos.

Ficar contente consigo mesmo não quer dizer que aprovo tudo o que faço.

O contentamento consigo mesmo é o reconhecimento agradecido pelo fato de Deus ter me criado e de ter me feito bom.

Os rituais nos ajudam a visualizar conceitos abstratos, como a felicidade e um ritual noturno sadio nos faz sensíveis para o mistério da noite.

No sono mergulhamos no solo profundo das raízes divinas. O próprio Deus quer nos falar em nossos sonhos.

Fecha-se a porta do dia que passou, a porta do trabalho e das dificuldades e dos problemas.

Abre-se a porta da noite em que posso deixar-me cair nas mãos de Deus.

Pela porta da noite entro no espaço de um novo dia. Fecho a porta do passado para sentir-me totalmente no espaço presente.

Faça uma experiência: ao encerrar seu dia imagine ter sido este o último da sua vida. Coloque tudo nas mãos de Deus – este dia, você mesmo, todas as pessoas que lhe são caras, toda a sua vida.

Esse tipo de encerramento do dia lhe permite iniciar um novo começo. Você tem a sensação de que deveria deixar tudo de lado para abandonar-se nas mãos de Deus.

A noite lembra o sono da morte. E cada manhã é como uma ressurreição para uma vida nova possibilitada por Deus.

Por maior que for o erro que cometeu lembre-se – amanhã é o primeiro dia de uma nova vida. É só você decidir querer mudar e ser feliz.

Meu irmão e minha irmã deixe-se confortar com tudo o que Deus deseja para você, leia o livro a alegria que não passa e veja como nosso Deus deseja que seu povo usufrua tudo o que foi criado exclusivamente para seu usufruto.

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