Em Busca do Sentido da Vida – Parte 03

Mas o sentido da vida é diferente para cada um de nós. Viktor Frankl afirma que:
“…não podemos questionar sobre o sentido da vida, porque somos nós mesmos que estamos sendo questionados – somos nós que temos de responder à perguntas que a vida nos coloca. E essas perguntas só podem ser respondidas à medida que somos responsáveis pela nossa própria existência” (fl. 63)

Três possibilidades de encontrar um sentido para a vida:
Uma ação que realizamos;
Uma obra que criamos;
Uma vivência, um encontro e um amor.(Fl. 75)

Quando somos confrontados com o destino inexorável – uma doença incurável, um carcinoma inoperável – mesmo assim podemos descobrir um sentido na vida, à medida que testamos a capacidade mais humana entre as capacidades humanas: a capacidade de transfigurar o sofrimento numa realização humana”.

E mais adiante ele adiciona:
“Não perguntamos mais pelo sentido da vida, mas nos experimentamos a nós mesmos como os indagados, como aqueles aos quais a vida dirige perguntas diariamente e a cada hora – perguntas que precisamos responder, dando a resposta adequada não através de elucubrações ou discursos, mas apenas através da ação, através da conduta correta.
Em última análise, viver não significa outra coisa se não arcar com a responsabilidade de responder adequadamente às perguntas da vida pelo cumprimento das tarefas colocadas por ela a cada indivíduo, pelo cumprimento da exigência do momento.”

Essa exigência, e com ela o sentido da existência, altera-se de pessoa para pessoa e de um momento para o outro.
Jamais, portanto, o sentido da vida humana pode ser definido em termos genéricos; nunca se poderá responder com validade geral à pergunta por esse sentido.

A vida, como a entendemos aqui, não é nada vago, mas sempre algo concreto, de modo que também as exigências que a vida nos faz sempre são bem concretas.

Nenhum ser humano e nenhum destino podem ser comparados com outros. Nenhuma situação se repete. E em cada situação a pessoa é chamada a assumir outra atitude.

Em dado momento, sua situação concreta exige que aja, que procure configurar ativamente seu destino. Em outro, que aproveite uma oportunidade para realizar valores de vivência – sentindo prazer ou satisfação. Em outra oportunidade exige simplesmente que assuma seu destino.

Toda e qualquer situação se caracteriza por esse caráter único e exclusivo, que somente permite uma única “resposta” correta à pergunta contida na situação concreta.

Quando um homem descobre que seu destino lhe reservou um sofrimento, tem que ver nesse sofrimento também uma tarefa sua, única e original.

Mesmo diante do sofrimento, a pessoa precisa conquistar a consciência de que ela é única e exclusiva em todo o cosmo dento deste destino sofrido.

Ninguém pode assumir dela o destino, e ninguém pode substituir a pessoa no sofrimento.”

Podemos viver nossa vida de forma medíocre, colocando como sentido apenas a importância social que devemos conquistar, o número de amigos que devemos ter, ou a quantidade de recursos que podemos usufruir.

Tudo isso, no entanto, se extingue, acaba, se liquefaz, pois são metas que alcançadas não mais nos satisfazem, uma vez conquistadas queremos mais, sempre mais, e ainda assim, nessa busca desenfreada pelo sucesso, pela importância social, pela riqueza, continuamos a nos sentir vazios.

Esse acúmulo de bens e prestígio não são suficientes para preencher esse nosso vazio existencial.

Continuamos a viver para expiar uma culpa, agir para mostrar rebeldia, para ganhar aprovação.

Conseguimos atingir nossa meta, conseguimos o lugar importante que desejávamos na sociedade, mas mesmo assim viajamos cheios de malas, mas entendemos que nossa viagem é, por assim dizer, justificada – ela acontece por alguma razão, que podemos até ignorar, mas que supomos, e graças à qual acreditamos que não estamos no mundo à toa, mas no fundo, bem no fundo de nosso ser, continuamos a nos sentir vazios.

Olhamos para trás e pensamos:

“Conquistei tudo o que almejava, riqueza, prestígio, importância social e agora, o que falta para me sentir completo?”

Será que teremos que nos fazer a mesma indagação? Será que nossa vida não é vazia?
Olhe-se em um espelho, veja seu rosto vincada de rugas, seus cabelas escasseando e perdendo a cor, seus olhos embaçados resultado do desgaste inevitável do tempo, e vejamos se podemos responder adequadamente às perguntas existenciais sobre nossa vida.

Foi Fernando Pessoa, poeta português, quem disse certa feita:

“O valor das coisas
Não se encontra no tempo que duram
Mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis.
Coisas inexplicáveis e
Pessoas incomparáveis.”

Vivamos de forma que nossa vida tenha sentido e seja cheia de momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Coisas que só acontecem quando entregamos nossa vida nas mãos de Deus.

Posted in Grupo de Oração.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *