Como ver Deus em Nossa Vida – Parte 05

Finalmente, mas não por último, Yancey lançou mão dos livros de um padre holandes, HENRI J. M. NOUWEN escritor e teólogo famoso, que se dedicou durante vários anos a realizar palestras e ensinar nas universidades mais famosas do mundo e que, em um de seus livros mais instigantes, escreveu sua interpretação sobre a tela pintada por Rembrand “O Filho Pródigo”, atualmente no Museu Hermitage, na Russia.

A tela, com a pintura do filho mais velho taciturno, encostado em uma pilastre com os braços cruzados, assistindo com semblante rancoroso o pai homenagear o filho caçula que havia gastado sua herança e voltava arrependido, fora objeto de longas elocubrações por parte de Nouwen, pois existia uma cópia barata em sua cela diante da qual várias vezes havia se prometido ter a oportunidade de ver o original.

Esse seu desejo foi satisfeito e, encontrando-se sentado diante do quadro, admirando o quadro de Rembrand durante vários dias, coisa que só conseguiu com uma licença especial da diretoria do museu, pôs-se a refletir sobre o significado da pintura e a intenção do autor.

Em uma de suas meditações imaginou um novo título para a obra, desta feita intitulado “O Retorno Dos Filhos”. Partia do princípio que o filho mais velho, que havia ficado na casa do pai estava na verdade mais perdido do que o filho pródigo, pois demostrava claramente ser incapaz de superar seu orgulho e seu ressentimento para participar da festa pela volta do irmão.

Podemos também fazer várias considerações sobre essa tela emblemática, elaborando diversas hipóteses sobre cada um dos personagens ali ilustrados.

Nouwen, por exemplo, imaginou que o próprio Jesus havia se tornado o filho pródigo por nossa causa, pelos seguintes motivos:

– Ele deixou a casa de seu Pai celestial, veio a um país estranho,
-Deu tudo o que tinha e, através da cruz,
-Voltou à casa do Pai.

Tudo isso ele fez não como um filho rebelde, mas como o filho obediente, enviado para trazer de volta todos os filhos perdidos de Deus.

Jesus é o filho pródigo do Pai pródigo, que abdicou de tudo que o pai lhe confiara para que eu pudesse ser como ele e voltasse para a casa de seu Pai.”

“Deus se alegra. Não porque os problemas do mundo tenham sido resolvidos, não por causa do fim da dor e do sofrimento humano, nem porque milhares de pessoas se converteram e agora estão louvando sua bondade. Não. Deus se regozija porque um de seus filhos que estava perdido foi achado” escreveu Nouwen.

E nós vivemos como cada um das figuras retratadas por Rembrand. Somos como o filho caçula, que insiste em se apoderar de sua parte da herança antes que o pai tenha morrido, renega sua origem e sai pelo mundo onde se entrega a dissolução absoluta, terminando por disputar comida com os restos dados aos porcos.

Somos como filho mais velho, que ficou em casa, trabalhando com o pai, mas se ressente por jamais ter recebido do pai o tratamento que dispensou ao perdulário.

E somos, também, um pouco como o Pai, que acolhe o filho sem lhe fazer maiores indagações sobre suas andanças, seus dissabores e seus arrependimentos. Aceita-o exatamente como ele se apresenta, e apressa-se em lhe devolver a dignidade de filho, cobrindo-o com um manto e sandálias novas e um anel, sinais de sua reintegração ao convívio familiar.

Existem momentos em nossa vida em que nos comportamos exatamente como esses personagens retratados por Rembrand e convém ter a tela bem gravada em nossa mente para evitarmos cair nos mesmos erros.

A conclusão dessa viagem através do livro de PHILIP YANCEY é que nossa solução está em Cristo Jesus. Foi Ele quem nos mostrou um modelo de comportamento e, assim como Yancey, nós também temos consciência de que não conseguiremos essa perfeição enquanto estivermos aqui, na terra.

Contudo, é exatamente isso que Jesus deseja, que nos esforcemos, que tenhamos esperança, que consigamos rasgar o veu que encobre nossos olhos e possamos ver aquilo que para a imensa maioria das pessoas é invisível. Invisível, mas verdadeiro; invisível, mas real; invisível, mas palpável – a presença, sempre ao nosso lado, de Jesus Cristo.

Abramos nossos olhos para enxergar, ouvidos para ouvir e agradeçamos todas as maravilhas que Deus criou para nosso usufruto, para sermos felizes e alegres como criaturas d’Ele, membros de sua família sagrada.

Se você ainda não se convenceu da importância de ser cristão, leia os livros MORADAS DE DEUS e A FONTE E O VENTO onde Dom Cipriano nos mostra detalhes da Palavra de Deus contidos na Bíblia que, em geral, passam despercebidos dos menos avisados.

A Paz de Jesus
Mauro Malta

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