Como ver Deus em Nossa Vida – Parte 02

No primeiro artigo enfatizei o papel emancipador de Martin Luther King, transformando uma nação pelo poder de sua retórica e pelo uso permanente das recomendações de Jesus. Responder a crueldade  com amor. Vejamos agora outros autores pinçados por   YANCEY.

Comecemos com o inglês GERALD K  CHESTERTON (1874 – 1936), famoso escritor católico inglês, que converteu-se ao cristianismo em um nação dominantemente anglicana, por reconhecer a verdade na mensagem de Jesus.

Ao longo de sua trajetória como escritor, jornalista e crítico, Chesterton foi pródigo em publicar respostas arrasadoras sobre tópicos particularmente instigantes, como por exemplo, em“Ortodoxia”, ao se opor ao panteísmo afirmou:

“A natureza não é nossa mãe, a natureza é nossa irmã.”

Muitos confundem Criador com criatura e passam a “adorar” árvores, pedras, lua, e outras coisas,  na falsa expectativa de, em cada um desses símbolos, extrair algum poder. Confundem criatura com criador, confusão gerada pelo desejo do homem em sobrepor-se a Deus, como um novo Adão desajeitado que pretende ultrapassar o Mestre, sem o suporte necessário para tal empresa.

Chesterton acreditava que Deus criou tanto o mundo natural, quanto os seres humanos, como qualquer artista cria, formando alguma coisa separada de si e, então, deixando-a livre.

“Deus havia escrito não um poema, mas uma peça; uma peça que ele planejara perfeita, mas que fora necessariamente deixada para os atores humanos e para os diretores de cena, os quais, desde então, deturparam-na completamente.”

Parece que está nos falando ainda hoje, comentando os acontecimentos atuais.

Chesterton parecia fascinado pelo problema do prazer, pois achava o materialismo pouco adequado para expressar o senso de maravilha e deleite que dá uma dimensão quase mágica  a atos humanos básicos como o sexo, o nascimento de uma criança, um divertimento ou uma criação artística, nota

YANCEY, que reproduziu assim o pensamento de Chesterton:

Por que o sexo é tão divertido? A reprodução certamente não exige prazer: alguns animais simplesmente se dividem em dois para se reproduzir, e até os humanos usam métodos de inseminação artificial que não envolvem tipo algum de prazer.

Por que comer nos dá tanto prazer? As plantas e animais menores obtêm sua quota de nutrientes sem precisar do luxo das células gustativas.

Por que existem as cores?  Algumas pessoas vivem perfeitamente bem sem a capacidade de perceber cores. Por que o restante de nós tem uma visão complexa?

Um Deus bom e amoroso naturalmente gostaria que suas criaturas experimentassem deleite, alegria, e satisfação pessoal.  Os cristãos partem dessa premissa e depois procuram maneiras de explicar a origem dos sofrimentos. Mas os ateus não deveriam ter uma obrigação similar de explicar a origem do prazer num mundo de coisas feitas a esmo e sem sentido?

No que concerne ao sexo não tinha pudores em reconhecer que: “….a promiscuidade sexual nada mais é senão a desvalorização do sexo, em vez de ser uma supervalorização.

Reclamar de que só posso me casar uma vez é como reclamar que só nasci uma vez. 

A poligamia é a falta de realização no sexo. É como um homem que quer comer uma pera, mas colhe cinco só para se distrair.”

Chesterton fixou-se no cristianismo como a única explicação razoável para a existência do prazer no mundo. “Momentos de prazer são restos de um naufrágio jogados na praia, pedaços do Paraíso que resistiram ao tempo,” dizia ele, acrescentando: “ Devemos nos ater a essas relíquias, sem muito apego, e usá-las com gratidão e prudência, nunca utilizá-las como rótulos.”

Mas o mundo não é feito apenas de coisas prazerosas. As pessoas sofrem, fisica e emocionalmente.

Existem fatos que não conseguimos explicar e, nessas ocasiões existe a tendência de culpar Deus pelo acontecido.

Um exemplo é o nascimento de uma criança com defeito físico. O sentimento dos pais é incomensurável, Impossível consola-los. “Por que, meu Deus, isso aconteceu?” É o grito lancinante da mãe ou do pai.

Houve um médico, Dr.  Paul Brand,  em cujos escritos Yancey descobriu a seguinte ponderação: “Seria possível criar um mundo à prova de erros em que o genoma humano, com seus bilhões de variáveis, nunca cometesse um erro no momento de sua transmissão? Nenhum cientista é capaz sequer de imaginar tal sistema infalível em nosso mundo de rígidas leis físicas.”

É claro que isso explica, mas não justifica a falha atroz.

Aprofundando suas comparações e utilizando sua experiência de médico operador,  Dr. Paul Brand ponderou que, por vários anos a equipe de engenharia médica trabalha com a mão humana e reconhece que, apesar das formas diferentes de arranjar os tendões, músculos e juntas, maneiras de substituir partes de ossos por junções mecânicas, milhares de procedimentos,  não se conhece nenhum procedimento que tenha sido bem sucedido em melhorar um membro sadio. Os melhores materiais geralmente usados, como juntas artificiais, tem um coeficiente de atrito 80% menor do que o das articulações do corpo, mas duram apenas alguns anos. Todas as técnicas corrigem os desvios daquela mão em cem que não funciona como Deus planejou. E depois de operar milhares de mãos concordou com Isaac Newton:

“Na falta de qualquer outra prova, só o polegar já me convenceria da existência de Deus.”

Dr. Paul Brand citou ainda, um outro fato bastante curioso, sobre o funcionamento do “ductus arteriosus”, um vaso de desvio que leva sangue diretamente às extremidades em desenvolvimento de um feto, em vez de leva-lo aos pulmões. No momento do nascimento, repentinamente, o sangue precisa começar a passar pelo pulmão para receber oxigênio, pois o novo bebê está respirando ar. Num relance, uma aba desce como uma cortina desviando o fluxo sanguíneo, e um músculo  contrai o ductus arteriosus. Depois de executar esta função esse músculo gradativamente se dissolve e é absorvido pelo restante do corpo. Sem esse ajuste instantâneo o bebê jamais poderia sobreviver fora do útero.”

O dedo de Deus age onde menos se imagina!

Informou que “nenhum paciente vem ao meu consultório para expressar sua admiração por ver um rim ou um pulmão funcionando adequadamente. Eles vêm para reclamar de algo que não está funcionando direito.

Somente muito tempo depois, pude perceber que aquelas coisas da quais eles reclamavam eram seus grandes aliados. 

A dor nos força a dar atenção a ameaças a que nossos corpos estão submetidos. Sem ela um ataque cardíaco, um derrame, um apêndice rompido ou úlceras estomacais aconteceriam sem aviso.”

Não esqueçamos a resposta dada por Deus a Jó: “Alguma vez na vida deste ordens à manhã, ou indicaste à aurora o seu lugar….Acaso penetraste dentro das nascentes do mar ou passeaste nas profundezas do Abismo?(38,12,16)” E Jó, reconhecendo seu erro, respondeu: “Pois eu falei, sem nada entender, de maravilhas que ultrapassam meu conhecimento”(42,3)

Devemos perder a mania de responsabilizar Deus pelos nossos infortúnios. Isso é o mesmo que reduzir Deus ao ser humano, com os mesmos defeitos, erros e maus julgamentos da criatura.

Deus é nosso criador. Fez o mundo para que pudéssemos usufrui-lo, para nos alegrar, para nos fazer felizes. Não foi Ele quem colocou a maldade no mundo. O que Ele fez foi nos dar o livre arbítrio, deixar que escolhêssemos a quem servir – a Ele ou ao Demônio.

Nós somos responsáveis pelas nossas decisões. Se tomamos decisões erradas em nossa vida não devemos esperar bons resultados.

Se você quiser explorar um pouco mais a intenção de Deus em nos conceder o mundo para vivermos, um mundo maravilhoso, que nos desperta prazer, alegria e felicidade, não deixe de ler o livro A ALEGRIA QUE NÃO PASSA de Dom Cipriano, e veja como Deus se delicia em nos ver alegres e felizes.

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