Como ver Deus em Nossa Vida – Parte 01

Acabei de receber um e-mail com a seguinte mensagem:

NÃO CONSIGO VER DEUS EM MINHA VIDA!

Só isso!

Aquela mensagem deixou-me preocupado e, como havia acabado de ler o livro “Alma Sobrevivente. Sou Cristão, Apesar da Igreja” escrito por PHILIP YANCEY, gostaria de partilhar com vocês algumas das dúvidas que talvez possam mostrar COMO VER DEUS EM NOSSA VIDA .

Acredito que muitas dessas dúvidas sejam também as que nos assaltam periodicamente, fazendo com que nos sintamos em pleno deserto espiritual, quando nossa fé balança, não conseguimos mais ouvir a voz sussurrante de Deus nos aconselhando, nos informando, nos tranquilizando, e ficamos desamparados.

Trata-se de um livro escrito por leigo, que duvidava de tudo o que fosse relacionado com o sobrenatural e com as religiões de modo geral.

Devido a seu desejo de esclarecer as dúvidas surgidas em suas leituras da Bíblia, mergulhou nas obras de outros leigos que também vivenciaram praticamente as mesmas dúvidas religiosas e que acabaram por se convencer sobre onde estava a verdade.

Tinha admiração por Jesus mas considerava muito rígido e difíceis seus mandamentos, duvidava da capacidade humana em segui-Lo diante de tantas exigências.

Baseava suas dúvidas com os seguintes argumentos:

-Amo Jesus, mas quero apegar-me à minha independência, mesmo quando essa independência não traz verdadeira liberdade.

-Amo Jesus, mas não quero perder o respeito de meus colegas de profissão, muito embora o respeito deles não me faça crescer espiritualmente;

-Amo Jesus, mas não quero abdicar de meus planos de escrever, viajar e fazer palestras, mesmo que esses planos muitas vezes sejam mais para minha glória do que para a glória de Deus.

– Como conciliar meus próprios interesses e o interesse de Deus em minha vida?

Para isso não se limitou a leitura de livros teológicos, dos escritos por santos ou por sacerdotes. Ao contrário, utilizou como fonte os autores que não viviam para e pela religião, mas que trabalhavam em prol dos mais necessitados por escolha pessoal e, no decorrer desse desempenho profissional, encontraram a razão de seu viver.

Quem sabe se você também pode seguir esse exemplo e descobrir uma nova fonte da verdadeira vida cristã?

Quero começar essa aventura intelectual com um personagem que sempre me fascinou – MARTIN LUTHER KING – negro que, sofreu uma discriminação racial odiosa, numa economia dominado pela raça branca, ao invés de procurar responder agressividade com mais agressividade iniciou uma verdadeira cruzada para acabar com a discriminação racial nos Estados Unidos utilizando o exemplo de Jesus – responder agressividade com amor.

Graças a ele temos hoje um negro como presidente dos Estados Unidos.

Certa frases de seus discursos inflamaram a nação norte-americana de tal modo que, depois dele, não foi mais possível suportar a pressão contra a cultura do racismo naquele país.

“..o ódio e a amargura jamais poderão curar a doença do medo, só o amor pode fazer isso. O ódio paralisa a vida: o amor liberta. O ódio confunde a vida, o amor a harmoniza. O ódio escurece a vida, o amor a ilumina.”

Muitos criticaram MARTIN LUTHER KING pela vida privada, marcada por prevaricações, mas não podemos esquecer que Deus, na Bíblia, também utilizou pessoas que não eram absolutamente modelos de virtudes, como Salomão e o Rei Davi, por exemplo. Para Deus, o importante não é o estilo de vida do mensageiro, e sim a mensagem.

Daí a importância do discurso de improviso de Martin Luther King publicado em “The Call of Service”
“…Quem somos nós? Não vamos proceder em relação a nós mesmos como outros fazem conosco: tentar encaixar a todos nós numa categoria única que tudo abrange – os virtuosos em oposição aos maus, os decentes em oposição aos malicioso preconceituosos , os bem instruídos em oposição aos ignorantes. …Ali está o perigo: a mentalidade “nós” e “eles” predomina, e nós de fato corremos o risco de cerrar fileiras exatamente com as pessoa a quem nos opomos.”

Vemos isso em nossa política rasteira atualmente. A mentalidade do “nós” e “eles” divide e justifica várias ações diametralmente contrárias a ética e a moral cristã. Nessa dicotomia passa a valer a máxima: “Os fins justificam os meios”, principalmente quando o “nós” está no poder de onde não deseja ser apeado, e o “eles” somos nós, que pagamos os impostos destinados a despesas desnecessárias, ou então, a despesas pessoais do grupo autointitulado “nós”.

Mas seu discurso mais importante e mais veiculado pelos meios de comunicação, foi proferido diante da gigantesca e maciça estátua da Abraham Lincoln, em Washington, para uma multidão de negros e brancos que tomou conta do grande parque diante daquela estátua, empolgando-a com a frase:

“Mesmo enfrentando as dificuldades atuais e as do futuro, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundament enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação levantará e viverá a verdade de seu credo: “Essa verdade é auto evidente – Todos os homens são iguais”

Eu tenho um sonho que um dia nos montes avermelhados da Georgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos donos de escravos, sejam capazes de sentar junto na mesa da fraternidade;

Eu tenho um sonho que um dia, mesmo no estado do Mississippi, um estado inflamado pelo calor da injustiça, inflamado pelo calor da opressão, será transformado em um oasis de liberdade e justiça;

Eu tenho um sonho que um dia meus quatro filhos viverão um dia em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter

Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, em Alabama, com seus racistas maliciosos, os meninos e meninas negros sejam capazes de dar as mãos com os meninos e meninas brancas, como irmãos e irmãs;

Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todos os vales serão exaltados, todas as montanhas serão rebaixadas, os lugares com obstáculos serão aplainados, e os faudes serão corrigidos; “e a glória do Senhor será revelada e todo mundo poderá assistir isso junto.”

Essa é a nossa esperança, e esta é a fé com a qual retorno ao Sul!

Com essa fé seremos capazes de moldar as montanhas do desespero em rochas de esperança.

Com essa fé seremos capazes de transformar o barulho irritante da discórdia de nossa nação em uma linda sinfonia de fraternidade.

Com essa fé seremos capazes de trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, levantar juntos pela liberdade sabendo que, um dia, seremos livres!

E, se America desejar ser uma grande nação, isso tem que ser verdade.”

O poder da Palavra, como nos ensina Dom Cipriano, acende até a palha molhada que mantemos em nosso interior, como Yancey, quando nos negamos a reconhecer a verdade que Deus implantou em nosso coração ao nos enviar seu

Espírito no batismo para fazer de nós sua moradia.

Se quiser aprofundar o poder de tudo o que diz, não deixe de ler o livro VITÓRIA PELA PALAVRA, de Dom Cipriano, e compreenda como podemos transformar vidas pela palavra, como podemos conquistar a liberdade sobre o qual falou Martin Luther King.

Somos responsáveis pelo que dizemos e devemos ter consciência dos efeitos do que dizemos, para o bem e para o mal!

Posted in Grupo de Oração.

One Comment

  1. Mauro,
    Belo texto, excelente discurso de Martin L King. Quantas vezes também me sinto totalmente incapaz de seguir Jesus. Tão sem as qualidades necessárias para corresponder a tão grande amor.
    Grata pelo envio. Deus o abençoe.
    Regina Freitas

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