A arte do relacionamento entre os homens e Deus

Não há nenhum método garantido que o amor entre duas pessoas, seja entre o homem e a mulher ou entre dois amigos, possa dar certo.

Refiro-me aos fundamentos da espiritualidade nos relacionamentos.
Mas isso não é uma fórmula química com efeito definido, nem um manto piedoso que é colocado sobre os conflitos diários.
A espiritualidade não encobre nada.
Pelo contrário, mostra um caminho.

A pergunta que deve ser feita é a seguinte: como podemos lidar com nossa ânsia por relacionamento bem sucedido e, ao mesmo tempo, com as experiências de decepção e mágoa? Como podemos fazer isso sem perder a esperança e reagir ao constante fracasso?

A espiritualidade relativiza nossos extenuantes esforços por relacionamentos bem sucedidos.
Nos alivia de expectativas exageradas que estabelecemos para nós e para nossos relacionamentos.

Em termos cristãos, a espiritualidade é a vida que brota da fonte do espírito santo.

Não significa apenas o relacionamento com Deus e com Cristo, mas também com a expressão da fé na oração, a participação na liturgia e a disposição para envolver-se com a palavra da bíblia em nossa própria vida.

Numa visão mais ampla uma pessoa espiritual é aquela que não se contenta com o superficial, busca o sentido da vida e a esperança para si mesma além da fronteira do visível.

Buscamos relacionamentos porque o ser humano é por excelência um ser social, anseia por relacionamentos.

No mundo moderno, no entanto, com o crescimento do individualismo, o homem afastou-se das pessoas.

Antigamente, nos pequenos lugarejos, todas as pessoas se conheciam, sentiam-se protegidas.

É claro, era também uma sociedade restritiva.
Quem não pertencesse aquele núcleo não era bem visto, muitas vezes era expulso, ou marginalizado.

Hoje as restrições acabaram, e junto com isso a proteção.

Paradoxalmente percebemos uma crescente ânsia pelo pertencimento.
Pertencer a algo é uma necessidade para a integração do indivíduo na vida.

Para os jovens é uma questão de vida ou morte pertencer a um grupo.
Chegam algumas vezes a renunciar à própria identidade a favor da pertença a um grupo.

Mas num clima de posse e de necessidade não pode crescer nenhum relacionamento profundo.

A liberdade de travar relacionamento atualmente é tão grande quanto jamais foi. Contudo, a capacidade de amor não cresceu, ao contrário, está em perigo como jamais esteve.

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Para maior profundamento neste tema recomendo a leitura dos livros de Dom Cipriano “AMIGOS PARA SEMPRE” e “SÓ NO AMOR HÁ PODER”. No primeiro, o autor explica que jamais ficaremos satisfeitos com qualquer relacionamento humano. O único que pode nos satisfazer é Jesus. Só nele encontraremos nossa satisfação.
No segundo, verificaremos que o amor tem o extraordinário poder de transformar relacionamentos, por mais esgarçados que estejam.

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4 Comments

  1. Útil reflexão para nossos tempos em que as famílias e relacionamentos, parafraseando o sapiente Pe. Zezinho, “formados em qualquer de repente”, de modo geral, acabam por terem as raízes crescidas a dar com pedras e morrem na falta de profundidade de suas escolhas.
    Acaba-se o azeite das lâmpadas, e se lhes sopra alegre o pavio, aquele que os apressou em suas escolhas.
    Creio que Jesus também assistindo os muitos doentes, infelizes e marginalizados daquela época refletiu a grande miséria humana nascida de suas escolhas.
    O sal que perde o sabor não poderá ter o que temperar.
    Feliz o monge que, de olhos atentos, deixa acender sempre a luz do discernimento para seguir sua busca… O Caminho, a trilha do azeite, a luz da esperança.

  2. Leio sempre os textos que são enviados por email, gosto da forma simples e profunda. Gos taria que falassem sobre a raiz do ser humano sua criação para o amor até o caminho a felicidade. Sou casado e tenho 2 filhos, e sei que a felicidade não esta na minha mulher, mais no Cristo que ela carrega. Muito obrigado!

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