SER CRISTÃO, O ETERNO DESAFIO – Parte 03

PARA ENCONTRAR DEUS DEVEMOS PERDER DEUS

Modernizar nossas falsas imagens de Deus é uma tarefa contínua de conversão em nossa jornada espiritual.

Por trás de um acréscimo de imagens de Deus que ocorre durante a vida toda, sempre permanece a experiência direta do Deus que conhecemos quando crianças.

Na contemplação, essa experiência da infância é resgatada.

Não regredimos à infância, mas nos tornamos COMO CRIANCINHAS.

Jesus nos advertiu que, a não ser que voltemos a nos tornar crianças, não podemos entrar no Reino de Deus.

A simplicidade é a essência da contemplação.

A prece semelhante à da criança e a leitura madura dos Evangelho aceleram o processo de conversão.

Quando a mente se tranquiliza, deixamos com facilidade de nos apegar a imagens.

O silêncio, então, capacita-nos a ouvir a pergunta de Jesus com a clareza original e a atenção infantil.

A principal idéia de que devemos nos livrar é a de um Deus punitivo.

Nos níveis mais profundos de nosso inconsciente sua imagem está inextricavelmente envolvido em todos os embates com a autoridade representada pelos pais, irmãos mais velhos, professores, sacerdotes, policiais, funcionários de alfândega e inspetores. O medo da rejeição ou da punição associado a essas figuras autoritárias provoca marcas profundas, deixando feridas permanentes em nossa psique.

Esse medo é transferido, na mente da criança, para o símbolo metafísico de Deus – a autoridade suprema – que a criança aprende em sua cultura diária em casa, na escola, na igreja, com a mídia. Dessa forma, o símbolo de Deus é rebaixado para o de um ídolo que serve aos sistemas humanos de poder.

É-lhe roubada a graça necessária para evocar admiração, para explicar e para esclarecer. Esse símbolo mais nos bloqueia do que nos indica o mistério de nossa existência.

Para encontrar Deus devemos perder Deus – pelo menos nossas ideias e imagens primitivas de Deus.

Quando os relacionamentos se rompem e provocam dor, no casamento, na amizade ou entre grupos étnicos, é sinal que nao aprendemos a erguer o amor acima das exigências do ego.

Ler as Escrituras da fé cristã dissemina a complacência. Os primeiros cristãos incrementaram sua fé em Jesus lendo as Escrituras. A teologia mística originou-se da interpretação dos textos sagrados.

As palavras e as histórias, os símbolos e a poesia da Bíblia penetram e mudam a mente do leitor.

As práticas contemplativas de todas as tradições compartilham uma reverência pelo poder das palavras sagradas das Escrituras, entendem que a sua leitura pode aprofundar toda forma de oração e purifica toda prática espiritual.

Ninguém pode ouvir a pergunta de Jesus sem ser levado a perguntar:
QUEM SOU EU? E, em algum momento, outra questão irritante terá que ser encarada: O QUE É UM CRISTÃO?

Meus irmãos e minhas irmãs, no próximo texto encontrarão informações sobre nosso valor espiritual. Espero que aproveitem, lembrando que Dom Cipriano escreveu um livro intitulado SOB A LUZ DE DEUS onde procura nos explicar como deve ser a vida do crente.

A Paz de Jesus
Mauro Malta

Posted in Grupo de Oração.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *