SER CRISTÃO, O ETERNO DESAFIO – Parte 02

A REALIDADE DO REINO DE DEUS

A boa-nova não significa que a humanidade tem um juiz mais tolerante, mas que a acusação foi totalmente retirada. O pecado é apagado pela liberdade do amor que o pecado ignora ou esquece.

Estar no reino de Deus significa estar em harmonia com o Céu e a Terra, com o amigo e o inimigo, com o corpo e a mente. Significa uma mudança até na maneira com queremos viver.

Significa viver com a contínua consciência de que nascemos e morremos sob a “basileia” de Deus.
Basileia não significa Reino no sentido de lugar, mas de reinado ou poder.

O Reino é poder no sentido de um relacionamento de compromisso.

Onde estamos, especialmente se estivermos apaixonados, conta menos do que com quem estamos.

Estar no Reino é nos conhecermos no relacionamento.

O Reino é experimentado quando reconhecemos que o poder do amor de Deus está acima do poder do egoísmo e de todas as manifestações pessoais e sócias do ego.

Jesus diz que o Reino está dentro de nós, conosco e entre nós.

O ensinamento de Jesus sobre o Reino alimenta um otimismo que une o Céu e a Terra, o interior e o exterior.

Este ensinamento afirma que a vida tem um significado e um propósito, a despeito de suas tragédias e banalidades.

As pessoas agem bem porque são essencialmente boas.

Agir com generosidade ensina-nos que somos capazes de chegar ao perdão e à compaixão.

O exemplo de bondade é contagiante e amplia a autoestima dos que o presenciam.

A bondade simples e a honestidade, da mesma forma que os atos heroicos de desprendimento, invalidam a cínica convicção de que somos irredimíveis.

Palavras e atos que expressam o ‘bom coração” da natureza humana revelam o verdadeiro “Eu” da pessoa e, simultaneamente, manifestam o Reino..

Jesus, no que fez e afirmou, não pregou apenas o Reino: Ele o incorporou até mesmo ao mundo imperfeito, decaído e complexo em que viveu e morreu – o nosso mundo.

Onde quer que o Reino esteja NO MEIO DE NÓS, não existe nem ódio, nem competitividade egoísta, nem outras fontes de divisão.

Onde quer que o Reino esteja DENTRO DE NÓS, nossa verdadeira natureza esclarece toda ignorância sobre nós mesmos e estabelece a harmonia e a integração entre o consciente e o inconsciente. Então, ficamos livres para agir de acordo com nossa bondade essencial, à imagem e semelhança de Deus que somos.

Nas parábolas sobre o Reino Jesus desce à sua natureza multidimensional: uma semente crescendo; o pão crescendo; passarinhos se instalando nos ramos; plantações amadurecendo; pérolas sendo descobertas, pessoas cancelando dívidas, filhos desgarrados caindo em si e voltando para casa, pessoas sendo perdoadas, crianças sendo crianças.

O Reino é a experiência do crescimento natural, pois o Reino não é nem estático nem uma realidade do outro mundo.

É a experiência da DESCOBERTA, pois o Reino é sempre novo.

É a experiência da MISERICÓRDIA e de ter suas dívidas perdoadas, pois o Reino é a compaixão infinita de Deus.

É a experiência de ser COMO UMA CRIANÇA, pois o Reino é genuinamente simples, um estado unitivo, não dualista da consciência.

O Reino é ao mesmo tempo, a fonte da vida e seu objetivo.

Sempre que um cristão julga e exclui os outros, condena a si mesmo como discípulo.

Jesus, certa feita, impediu que seus discípulos proibissem um homem que “não era um de nós” de usar o nome de Jesus para expulsar demônios.

O que disse Jesus? – Quem não estava contra ele, estava a seu favor.

Logo, nenhum tipo de sectarismo pode ser justificado em seu nome.

Quando os cristãos arrogantemente estabeleceram uma divisão entre Jesus e os outros povos, logo tornou-se óbvio que, na verdade, era Jesus e os sectários que estavam em lados opostos.

No Reino é tudo ou nada, não há lugar para meio termo.

TUDO – porque devemos dar tudo, uma condição de completa simplicidade que exige nada menos que tudo.

NADA – sempre que somos possuídos pelo que possuímos – sejam posses, coisas materiais, estados psicológicos ou experiências espirituais.

A experiência do tudo ou do nada não é tão contraditória como parece a primeira vista.

Depois de limparmos o porão e nos livrarmos de todas as coisas desnecessárias vemos um lampejo de luz.

Muitas vezes acontece uma angústia aguda devido ao apego final antes do alívio purificador do desprendimento.

Os seres humanos preferem que seus deuses se coloquem, de maneira segura, além de seu alcance e de sua fraqueza.

Talvez tenha sido este o dilema de Judas.

Como ele, sentimo-nos desapontados ao ver como Jesus é vulnerável.

Os que se sentem desapontados são os que têm maior probabilidade de trair. Quando Jesus, o herói de quem tanto esperávamos, tão prontamente aceita a humilhante derrota na Cruz, tendemos a nos dissociar dele.

Meus irmãos e minhas irmãs, no próximo texto encontrarão resposta para a seguinte frase: PARA ENCONTRAR DEUS DEVEMOS PERDER DEUS.

Espero que aproveitem, lembrando que Dom Cipriano escreveu um livro intitulado NASCIDOS DO ESPÍRITO, onde explica que, em nosso batismo, recebemos o Espírito de Deus para nos auxiliar a seguir o caminho de seu Filho único, Cristo Jesus.

A Paz de Jesus
Mauro Malta

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