Restaurados na Autoimagem para a Vitória

A rejeição é um negócio complicado. Certa vez estavam orando por uma senhora que não estava feliz com nada.

Tinha tudo, mas não estava feliz com nada, queria morrer, queria largar tudo. Percebeu-se que tinha uma opressão pelo espírito de morte. Perguntou-se, em nome de Jesus, exigiu-se do espírito de morte que dissesse quando tinha começado a oprimir essa senhora. Ele respondeu: “quando tinha dois anos de idade. Ela estava se sentindo muito rejeitada, sentia que não era desejada, se sentia muito sozinha”. Com dois anos de idade!

Muitas vezes os pais não percebem que as crianças se ressentem da pouca atenção que elas recebem.

Com a experiência pela cura interior, sabemos que as pessoas podem se sentir rejeitadas já no período de gestação, no ventre das mães, antes mesmo de nascerem. Muitas vezes a mãe carrega no ventre uma criança cuja concepção ela se ressente, ou então os pais estão passando por dificuldades financeiras, já têm muitos filhos e vem mais um.

Dizem: “Como é que surge mais essa gravidez em um momento que não podemos, estamos cheios de problemas! Mais que coisa!” Rejeitam aquela criança que vem. A criança se ressente da rejeição. Ela é mal aceita.

Às vezes a criança é amada, mas os pais não demonstram amor. Embora exista, o amor não é demonstrado e ela não o percebe, não o sente.

A rejeição pode ocorrer mais tarde na vida. Por exemplo, uma moça casa e idealiza a vida de casada como algo maravilhoso, conversarão muito e será igualzinho ao tempo de namoro. Entretanto, nada disso ocorre. O marido não quer saber de nada. Chega em casa quer fazer muitas coisas, não quer conversar, ou tem dificuldade de demonstrar amor. Depois de algum tempo, essa jovem começa pensar: “Mas meu marido não gosta mais de mim, não me quer, não se importa mais comigo, não tem mais tempo para mim”. E fica com essa rejeição guardada. Tudo isso, depois vai modificar seu comportamento, não só com o marido, mas também com Deus e com as outras pessoas.

É veneno desgraçado. É uma coisa horrível. E vivemos injetando esse veneno nas outras pessoas. Ouve-se tantas vezes: “Dei um gelo nele. Dei um gelo!” Que quer dizer isso? Uma demonstração de rejeição de uma maneira contundente: “Ah, fulano? Eu passei por ele, virei a cara, nem cumprimentei” – depois vão à missa no domingo e comungam, mas não amam o irmão, não amam Jesus no irmão.

Somos feitos para crescer num ambiente de amor, carinho, no calor do lar. Esse calor nos fortalece, nos faz crescer bem. Quando isso nos falta, fica um buraco dentro de nós. Esse buraco tem que ser preenchido com amor de Deus.

Esse relacionamento, que não foi como Deus quis que tivesse sido, curado no amor de Deus.

Oração
“Jesus, vós sois tão bom. Vós sois nosso Deus e o nosso Senhor. Vós sois aquele que nos ama. Vede, Senhor. Toda a dificuldade que carregamos dentro de nós, dificuldade de amar, de Vos amar, de amar os irmãos, de nos amar a nós mesmos. E vede, Senhor, a raiz e a causa dessa dificuldade. E vinde, Senhor, curar com Vosso amor, com o toque de Vossa graça, pois que Vós nos amais. Vinde curar essa dificuldade interior, vinde sanar todas essas lacunas interiores, vinde libertar-nos de toda a rejeição para que nós amemos. Porque vós sois nosso Deus e nós somos Vossos e queremos ser conforme Vós quereis que sejamos. Muito obrigado, Jesus! Glória a Vós, Senhor! Amém!”

Posted in Dom Cipriano Chagas.

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