Relacionamento e minha conversão – Parte 01

Meus irmãos e minhas irmãs

Durante algum tempo procurei transmitir a vocês um pouco daquilo que mais me tocou, em termos religiosos, de tudo o que li e aprendi com Dom Cipriano.

Por isso, posso dizer ousadamente, que considero-me um pouco mais íntimo dos que se dão ao trabalho de ler os texto publicados no Blog da Comunidade Emanuel.

É com essa intimidade, ganha ao longo desse período de publicação de vários textos, que apresento um relato de como ocorreu minha conversão tardia. Depois de ter completado mais de 50 anos.

Trata-se do relato de meu relacionamento com minha família e com as pessoas com as quais convivo.

Espero que algumas das dificuldades que enfrentei sirvam de exemplo de como se pode ultrapassar as coisas boas e as ruins, pois uma coisa é certa, TUDO PASSA.

O RELACIONAMENTO

Existem aqueles que se consideram sociáveis, afáveis, com muita disposição de fazer contato, mas jamais aprofundam o relacionamento.

Não desejam mostrar sua face verdadeira, vivem uma ilusão, tentando satisfazer a ideia que as outras pessoas tem sobre eles.

Trata-se de uma tentativa de disfarçar uma profunda incapacidade de relacionamento.

Percebem, de repente, que têm muitos contatos, mas nenhum relacionamento verdadeiro.

Isso pode ocorrer por vários fatores, entre os quais o medo do compromisso assume papel preponderante.

As pessoas têm medo de se aproximar de outra com receio de se decepcionar, de se magoar.

O medo da ofensa o leva a fechar-se em si mesmo.

Em geral, esse medo tem fundamento em experiências negativas da infância ou adolescência, quando a confiança da criança foi traída pelos pais, por amigos ou na escola.

Dom Cipriano tem um livro elucidativo sobre esse assunto – Votos Secretos – que explica como se pode reverter esse quadro.

Se a criança vivenciou discussões constantes entre seus pais, quando adulto, teme relacionar-se com alguém receando que desague na mesma problemática dos pais.

Convêm ficar claro, porém, que não existe relacionamento sem ferimento.

Mas o importante é que o relacionamento pode crescer através do ser magoado, ou seja, o ferimento pode fazer com que eu me abra ao outro.

Se quiser conhecer realmente o outro tenho que abandonar a fachada, a máscara que procuro mostrar ao mundo, aquela que esconde meus pontos fracos.

Tenho que me mostrar exatamente como sou, com todas as minhas falhas e vulnerabilidades.

Para isso, contudo, precisamos ter exemplos, modelos de vida, em geral encontrados em nossos pais, nossos primeiros educadores.

Teresa e eu, graças a Deus, tivemos pais que se amaram.

Teresa perdeu o pai com menos de um ano de idade, mas passou a vida ouvindo elogios a ele por parte da mãe.

Eu perdi o pai com 15 anos, mas não me recordo, uma vez sequer, de ter visto uma discussão entre ele e minha mãe.

Sempre que tinha algum assunto a tratar fechavam-se no quarto e os filhos não participavam da conversa.

Isso nos deu uma boa referência para o sucesso de nosso relacionamento.

(continua)

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