Papel das Mulheres na Bíblia – Parte 10

MARIA A MÃE DE JESUS

A última e mais importante mulher na genealogia de Jesus é sua mãe MARIA. A jovem virgem inexperiente de Nazaré é a antítese das mulheres citadas anteriormente.

De acordo com as escrituras ela era, indubitavelmente, Judia, era virgem, confiava em Deus e seguia Seus mandamentos.

Nunca tinha se casado, nem conhecia homem ou a vida fora da casa de seu pai e, provavelmente, jamais tinha saído da pequena cidade na Baixa Galileia, onde cresceu.

Amava o Senhor com todo o seu coração.

Lucas relata o encontro de MARIA com o anjo do Senhor (Lc 1:26-33): MARIA queria aceitar o chamado de Deus e Suas promessas e indagou como isso aconteceria, já que ela não conhecia homem, e o anjo lhe explicou (Lc 1: 34-37). A resposta humilde a esta promessa tão inusitada e aparentemente impossível foi:
“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a tua palavra”(38).
A resposta de MARIA ao anjo é um grande exemplo de coragem e confiança em Deus.
Quem sabe como seu futuro marido encararia essa notícia?
Ele a aceitaria e ao bebê, ou a lançaria fora como uma mulher sem valia?
Seria seu destino sofrer a vergonha e abandono em nome de Deus?

Certamente essas perguntes cruzaram sua cabeça, mas seu amor pelo Senhor era maior do que seu temor.

A primeira reação de José à gravidez de MARIA foi a de divorciar-se secretamente, para não expô-la à desgraça pública.

Coube ao Senhor aparecer a ele para que aceitasse MARIA como sua esposa e a Jesus como seu filho legal.

MARIA é um grande exemplo de fé. Ela manteve-se firme às promessas de Deus lhe tinha feito e decidiu trilhar o caminho do sofrimento e da rejeição, se isso era o que se requeria dela.

Considere-se para quem Mateus estava escrevendo, primeiro, para uma audiência Judaica, mas tinha que lidar ainda com rumores e difamações sobre o nascimento de Jesus que, provavelmente, circulavam entre o povo.

A literatura rabínica judaica, inclusive o Talmud e outros livros, dão sua própria interpretação sobre o nascimento de Jesus.

O texto do Talmude atribui o nascimento de Jesus a um relacionamento proibido entre sua mãe e um soldado Romano de nome Pantera, ou ainda Ben Stada.

Essas histórias não mencionam Jesus ou seus pais de maneira clara, nem mencionam um período histórico correto.. Alguns citam Jesus 100 anos antes na história; outros 100 anos depois.

Entretanto, é razoável supor que o conhecimento miraculoso da concepção de Jesus pelo Espírito Santo tenha criado lendas e rumores entre seus opositores.

Era essencial debater esses rumores e falsas acusações e respondê-las de alguma forma. A mais óbvia forma de resposta era contar a verdadeira história, e foi isso que fez Mateus.

Para aqueles que não acreditam que a história de Mateus seja verdadeira, a Bíblia usa uma explicação mais sofisticada.

A mesma explicação que Rei Davi usou em sua conversa no Midrash “Ruth- Rabbah”, quando respondeu a acusação dos outros anciãos que o chamavam de filho ilegítimo. “Abba b.Kahana, Tremei e não peque mais, disse Davi ao Santo. Abençoado seja ele, “Por quanto tempo exercerá sua raiva contra mim e dizer: “Ele não é um descendente impuro? Ele não é descendente de Ruth a Moabita?” Conversem com seus corações na cama. Você também não é descendente de duas irmãs? Verifique sua própria genealogia e contenha-se. E Tamar que casou-se com seu ancestral Judá – não é também uma descendente impura? Ela era descendente de Shem o filho de Noach. Você tem então um descendente honrável?” (Midraha Rabbah-Ruth cap.8)

As mulheres citadas na linhagem de Jesus, com seus passados comprometidos, foram levadas ao debate com os que duvidavam por Mateus, mostrando a seus oponente que suas acusações eram irrelevantes.

Ele os faz lembrar que todas essas mulheres aceitaram e honraram a tradição Judaica, que eram parte da linhagem de nascimento do Messias.

As ações de Jesus, seus ensinamentos, sua vida e morte devem ser a prova de quem Ele é, embora não fosse imune a rumores tentando desqualifica-lo como Messias.

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