O PAI AMOROSO (1997)

Meu irmão, minha irmã, muito boa noite para você. Que a paz e a alegria do Amor de nosso Deus estejam sempre a iluminar seu coração. Que nosso Deus de bondade abençoe você por não ter faltado a esse encontro com ele. Ele quer mudar sua vida para melhor, sempre e cada vez mais, e por isso quer que você conheça e compreenda como ele é e como ele age. Ele quer lhe dizer algumas palavras criadoras e transformadoras, ensinar-lhe a usar o poder da Palavra que ele lhe deixou na Sagrada Escritura para mudar a sua vida e sua situação, de forma a que tudo concorra para o seu bem. Deus ilumine você e realize em você o grande plano de amor que tem para a sua I vida! Em nome de Jesus, assim seja.

Meu irmão, minha irmã, ninguém nos ama tanto quanto nosso Pai do céu. Muitas vezes dele nos afastamos em busca de ilusões que logo se desfazem em desgostos e sofrimentos, deixando-nos perplexos e feridos. É o momento de nos voltarmos para o Pai que nos espera sempre, amoroso e desejoso de derramar sobre nós suas graças e bênçãos.

Foi o próprio Jesus quem nos contou que o Pai é assim, naquela parábola, em que o pai fez uma festa com a volta do filho pródigo, dizendo: “comamos e festejemos porque este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi encontrado.” (LC 15, 24).

O irmão mais velho não gostou e não quis entrar. Foi preciso o pai sair e instar com ele para que o fizesse, dizendo-lhe que a volta do filho mais novo era motivo de celebração, porque tinha voltado à vida, tinha sido encontrado.

O pecado do mais velho era duplo. Primeiro, recusara-se a perdoar seu irmão, mesmo que o pai já o tivesse feito. Como sabemos que não perdoou o irmão? Porque ele disse ao pai: “Quando chegou este teu filho, que devorou teus bens com prostitutas, mataste o bezerro gordo para ele!!” Veja, meu irmão, minha irmã: ele não disse “quando chegou este meu irmão”; seu ressentimento, sua falta de perdão pelo outro eram tão grandes que não o tinha mais como irmão; por isso disse ao pai, com todo desprezo: “este teu filho”. E com isto machucou também o coração do pai.

Em segundo lugar, ele também tinha falhado em viver no poder de sua herança; não tratava as coisas do pai como suas. Neste sentido ele era tão mau quanto seu irmão.

“Você está sempre comigo”, disse-lhe o pai, “e tudo o que tenho é seu”. Hoje em dia há muitas pessoas que têm à sua disposição a herança do Reino e seus recursos. Entretanto, estão tão ocupados, servindo diligentemente com seus recursos humanos, que deixam de levar em conta os recursos divinos, sobrenaturais que são deles através de Jesus.

A parábola conta a loucura de deixar de viver no poder do Reino, e ambos os irmãos eram culpados disto. Acima de tudo vemos o amor e a sabedoria surpreendentes do pai, observando seu filho mais novo partir, sabendo que teria que esperar até que, humildemente e por sua iniciativa, o filho estivesse preparado a aceitar o seu amor.
Que magnífico retrato da paciência de nosso Pai celestial, recusando-se a forçar qualquer de seus filhos ao amor e à obediência! Respeitando sua liberdade de escolha, ele espera sua resposta voluntária de submeter-se ao seu Reino, e se alegra neles quando o fazem. Ele não apenas espera o pecador, mas insta com os que se autojustificam a que entrem na alegria dc sua verdadeira herança.

Meu irmão, minha irmã, Jesus nos diz aqui duas coisas: primeiro, não nos cabe julgar ninguém nem recusar-nos a ser irmãos dos outros filhos do Pai eterno, tão amados por ele, por piores que sejam. Em segundo lugar, não há nenhuma razão para você viver uma vida mesquinha, sem alegria, sem amor e sem paz. Todos recursos do Reino de seu Pai celestial estão à sua disposição! É você se voltar para ele arrependendo-se de não ter feito dele ainda o seu primeiro amor, de não amá-lo ainda de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento, acima de todas as coisas!

Volte-se para ele agora, arrependido, confesse seus pecados e mergulhe na fé em nosso Senhor Jesus Cristo, abandonando-se em suas mãos. O Pai quer fazer uma festa para você, vestir você com roupas novas e belas, pôr-lhe um anel no dedo, calçar-lhe os pés com sandálias, convidando todo o céu para alegrar-se com ele.
Faça isto e você sentirá a alegria de nosso Deus enchendo todo o seu ser, e sua paz, que está acima de todo entendimento, cobrindo você com uma suavidade e doçura que você jamais pensou que pudesse existir!

Eis aqui, então, suas palavras de fé e de poder para hoje:
Hoje Deus lhe dá Lucas 15, 20: “Ainda estava longe, quando pai o avistou e foi tomado de compaixão, correu, lançou-se-lhe ao pescoço e o cobriu de beijos.”

Posted in Dom Cipriano Chagas, Vivências.

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